quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"Canto-quebranto" de Bruna Caram.



Eu já disse em outras postagens que os CD´s da Bruna Caram são ideais para nos arrancar sorrisos muito bem-vindos, como a própria cantora intitulou no seu disco mais recente (Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso). Como tenho o hábito de ir devorando todo disco que compro lentamente, descobri há pouco tempo, no álbum de 2007 de Caram (Feriado Pessoal) um amuleto da sorte para o amor.
"Alquimia" arrepiou cada pelo do meu corpo e brindou alegre com uma apresentação ao vivo que encontrei no Youtube.

"...saiu pela boca do meu olhar!"
 
 
"Isso não são horas de aparecer, chorando, batendo na porta sem parar. Já passa das 3. Procure algum santo pra te proteger, aqui tu não tens mais lugar. Se queres saber: novo tempo chegou regendo meu coração, retumbando o tambor da minha revolução. Bem que eu quis te lembrar, amor, mas fingias não me escutar. Onde estavas, meu bem, quando meu canto calor naquele pranto sem paz, transbordando e a dor incrustada na pedra? Saiu pela boca do meu olhar. Alargando o chão, inundando o sertão, mas na ilha que me abrigou, a baía me deu um cais pra correr o mar, vida a me levar, me embalar pra onde for, outros gestos de amor, pra bem longe do teu sabor. O teu corpo é no meu cobertor, agora não é mais, não aquece meus ais. Teu olhar se cristalizou, incrustado na pedra ele jaz. Junto ao teu calor, junto àquela flor que um dia o amor regou no jardim dos tempos atrás, então vai em paz, leva os teus sinais e não olhes pra trás. Vai em paz, vai, que esse canto é quebranto, alquimia de compositor pra desatar teu corpo do meu cobertor."

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